agora todo dia parece com domingo de tarde.
acordei cedo...
olhei pro lado.
é...
você ainda estava ali.
e não é depressão pós-sexo.
olhos abertos, concentrada na parede.
acendi um cigarro... aliás,
eu nem sei porque eu eu acendi essa porra.
eu não costumo fumar essa hora da manhã.
desenterrei uns discos velhos.
coloquei-o mesmo de sempre para tocar,
você deu um sorriso singelo...
E o velho filho da puta de sempre gritando que nem sempre o tempo cura.
primeiro tiro verbal...
filho da puta...
sempre manda muito bem.
é.. ás vezes eu também queria contar as estrelas e saber que no final do conta eu posso estar errado...
ás vezes eu penso mesmo em voltar para terapia.
queimar tudo aquilo que me traz más lembranças:
cartas, lençóis, cobertores, presentes... tudo mesmo.
dói.
é.. mas dor é o caralho.
não é para mim.
não agora...
porra.
levanto.
cortei o pé...
ah é... eu quebro copos.
bem, eu já falei tudas essas besteiras antes.
é.. melhor voltar a domir.
esperar que as palavras caiam da minha lingua nos meus ouvidos, denovo...
você bate na minha cara...
me chama de filho da puta.
por algum motivo me lembra Macbeth.
com trilha sonora de Mahler, garrafas, copos e cinzeiros quebrando.
tudo cheio de sangue, negro e pagajoso.
com cheiro de podre.
tudo podre.
e há felicidade, mais uma vez.
Prévia do Pôr-de-Mim.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
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1 comentários:
canta que é no canto que eu vou chegar´
canta para mim qualquer coisa assim sobre você que explique a minha paz: tristeza nunca mais.
.
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todos os meus beijos.
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